CHEGA! PAREM DE MATAR NOSSXS ALUNXS!


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PAREM DE MATAR XS FILHXS DA CLASSE TRABALHADORA!
2 de Abril de 2015. Um dia após completarmos 51 anos do golpe empresarial-militar ocorreu um fato emblemático no tão propagandeado processo de “pacificação” que o Governo do Rio de Janeiro vem promovendo nos últimos anos de gestão do PMDB, com incentivos fiscais bilionários do Governo Federal. A operação da PM no Alemão assassinou algumas pessoas, dentre elas, o menino de 10 anos Eduardo de Jesus Ferreira. No dia anterior outras quatro pessoas foram executadas, dentre elas a educadora Elisabeth Alves, de 41 anos, que trabalhava como porteira de uma creche dentro do Complexo do Alemão.

Precisamos estar atentos, pois o que ocorreu no dia 2 de Abril de 2015 está longe de ser um caso isolado, infelizmente. Nós do GEP – Grupo de Educação Popular – composto por educadorxs e militantes de movimentos sociais atuantes em favelas, buscamos a todo instante ao longo dos anos de existência do Grupo, combater, denunciar e estar ao lado do povo que sempre foi o mais massacrado pela PMERJ. No Morro da Providência, onde funcionam o Pré-Vestibular Machado de Assis e a Alfabetização de Adultos e Adultas, já presenciamos operações com mortes de moradores da favela, alguns parentes de nossos alunos.

É importante deixar claro que numa sociedade onde a polícia que humilha e mata trabalhadorxs na favela, subúrbio e periferias desde sempre, é a mesma polícia que protege a burguesia nos bairros nobres, é a mesma que reprime as manifestações populares, e ao mesmo tempo é a aquela que nos últimos tempos está dentro de muitas escolas estaduais, para coagir e também reprimir funcionários e estudantes de forma geral das escolas públicas. Todxs filhos e filhas da classe trabalhadora.

É necessário para nós, enquanto militantes e educadorxs, evidenciar o que representa essa pacificação. Pacificação das vozes, dos corpos, fundamentalmente jovens, negros e das favelas. Não há UPP na Vieira Souto, por exemplo. Ela criminaliza diretamente um determinado publico, faz parte de um projeto político extremamente racista, preconceituoso e genocida contra o povo negro e nordestino das favelas.

O menino Eduardo de Jesus Ferreira que era aluno do CIEP Maestro Francisco Mignone, em Olaria, e a educadora Elisabeth Alves, são mais duas dentre tantas vítimas diárias do braço armado do Estado. Assim como o Governador Pezão pronunciou que não irá recuar nesse processo assassino de “pacificação” das comunidades do Rio de Janeiro, é necessário que os movimentos sociais, principalmente aqueles ligados às comunidades, se organizem e avancem para enfrentar mais essa ofensiva oficial do Estado contra a classe trabalhadora das favelas e periferias.

A educação libertária e popular é apenas mais um instrumento que temos contra o Estado diante de tamanha repressão, mas a construção do poder popular passa pela educação dialógica, para que a organização contra as instituições do Estado que historicamente existem para explorar e massacrar xs trabalhadrxs seja uma organização efetiva na prática cotidiana.

Chega de Chacina! Polícia assassina!
GRUPO DE EDUCAÇÃO POPULAR – ABRIL DE 2015gep 2

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