SOBRE A IDEIA DE EDUCAÇÃO POPULAR…


Quando pensamos no GEP (Grupo de Educação Popular) podemos pensar de forma automática algumas questões básicas: o que seria educação popular? Como surgiu? Qual sua história? Será feito um breve histórico de quando a educação popular surge no Brasil, o contexto social e politico, além de uma noção básica do que trata. Lembrando ser um tema complexo e com muitas variações.

A educação popular como um movimento social emergiu no fim dos anos 1950, articulando suas ações a outros movimentos sociais. Segundo o intelectual Miguel Arroyo, não podemos pensar o surgimento e o desenvolvimento da educação popular na prática sem refletir a respeito da trajetória do pedagogo Paulo Freire e o contSOBRE A IDEIA DE EDUCAÇÃO POPULAR…

exto em que viveu nesse período.

Não podemos identificar e analisar algum movimento social sem pontuá-lo historicamente segundo seu contexto político e social da época. As diversidades de coletivos sociais sejam eles voltados aos problemas de cunho racial, de gênero, urbano, rural, dentre outros, possuem relações com a educação popular.

Os movimentos sociais voltados à educação popular são uma forma de mobilização da sociedade civil cuja cultura política se constrói a partir da militância educativa e pedagógica, no intuito de propor uma nova ordem social, com uma reflexão crítica da sociedade junto às classes subalternas. Segundo Freire e Nogueira, a educação popular se caracteriza pelo esforço de mobilização e de organização associado à transformação e à mudança, no sentido de construir uma escola de outra forma. Para os autores, existe uma estreita relação entre escola e vida política, e o conhecimento de mundo seria construído através da prática; a partir dessas práticas que seria “inventada” uma educação familiar às classes populares (FREIRE; NOGUEIRA, 1993).

Para concluir vale ressaltar, mais uma vez, a estreita relação entre educação e os movimentos sociais são fundamentais no debate sobre o tema da educação popular. Segundo Arroyo, os movimentos sociais ajudam a reeducar a educação formal, nos obrigando a repensar e radicalizar a área das políticas em educação seja na formação de professores, no currículo, ou qualquer outro tema. Uma das questões centrais de Arroyo é em que medida os movimentos sociais conseguem redefinir a ordem estabelecida e o papel dos educadores e educandos nesse processo pedagógico. Tal reflexão fica para um futuro debate…

REFERÊNCIAS:

ARROYO, Miguel. Os movimentos sociais reeducam a educação (pp: 29 – 45). In: ALENTEJO, Paulo Roberto Raposo; ALVAGENGA, Márcia Soares; NASCIMENTO, Renato Emerson; NOBRE, Domingos (Orgs.). Educação popular, movimentos sociais e formação de professores – outras questões, outros diálogos. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2012.

FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano. Que fazer – Teoria e Prática em educação popular. 4ª Edição. Editora Vozes, 1993.

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